enero 31, 2007

Tom Jobim



La semana pasada Antonio Carlos Jobim habría cumplido 80 años...

Y con ese pretexto, desempolve mi disco de Elis & Tom para escuchar las "Aguas de marzo" que en 2001 fue nombrada la mejor canción brasileña por el periódico más importante de Brasil, Folha de Sao Paulo.

Ah!... Hermosa, hermosa de verdad... a mi es la canción que me pone toda felicita cada que ando con lagrimita de Remi.

Alguna vez ya había puesto en mi blog la versión de Elis Regina, hoy dejo la que en dueto y la hermosísima letra.


E pau, é pedra,
é o fim do caminho,
é um resto de toco,
é um pouco sozinho,
é um caco de vidro,
é a vida, é o sol,
é a noite, é a morte,
é o lazo, é o anzol,
é peroba do campo,
é o nó da madeira,
caingá candeia,
é o matita-pereira,
é madeira de vento,
tombo da ribanceira.

E o mistério profundo,
é o queira ou não queira,
é o vento ventando,
é o fim da ladeira,
é a viga, é o vão,
festa da cumeeira,
é a chuva chovendo,
é conversa ribeira,
das águas de marzo,
é o fim da canseira.

E o pé, é o chão,
é a marcha estradeira,
passarinho na mão,
pedra de atiradeira,
é uma ave no céu,
é uma ave no chão,
é um regato, é uma fonte,
é um pedazo de pão,
é o fundo do pozo,
é o fim do caminho,
no rosto o desgosto,
é um pouco sozinho.

E um estrepe, é um prego,
é uma ponta, é um ponto,
é um pingo pingando,
é uma conta, é um conto,
é um peixe, é um gesto,
é uma prata brilhando,
é a luz da manhã,
é o tijolo chegando.

E a lenha, é o dia,
é o fim da picada
é a garrafa de cana,
o estilhazo na estrada
é o projeto da casa,
é o corpo na cama
é o carro enguizado,
é a lama, é a lama.

E um passo, é uma ponte,
é um sapo, é uma rã
é um resto de mato,
na luz da manhã.

São as águas de marzo
fechando o verão
é a promessa de vida
no teu corazão.

E uma cobra, é um pau,
é João, é José
é um espinho na mão,
é um corte no pé.

São as águas de marzo
fechando o verão
é a promessa de vida
no teu corazão.

E pau, é pedra,
é o fim do caminho
é um resto de toco,
é um pouco sozinho
é um passo, é uma ponte,
é um sapo, é uma rã
é um belo horizonte,
é uma febre terzã.

São as águas de marzo
fechando o verão
é a promessa de vida
no teu corazão.

2 comentarios:

Carlos O. Ramírez dijo...

También me pone de buenas. Y nunca había leído la letra o sea que muchas gracias por ponerla. Por eso regreso a leerte a cada rato, por cosas como estas.

Carimy dijo...

Ah! es que es una canción bellisima... además supone ser un collage musicalizado, es la descripción del ambiente y la cotidianidad de Brasil en el contexto de las lluvias de verano... y pues es un recuento de imagenes... desde su incio hasta la finalización:

"é a vida, é o sol,
é a noite, é a morte... "

Y en todo caso gracias a ti!

Beso